domingo, 27 de novembro de 2011

Amor para dois.

             

            Muitas amigas mamães de primeira viagem me perguntam como é a experiência de ter dois filhos. Eu sempre quis escrever sobre isso, pois não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Imagino, assim, a loucura que é ter gêmeos!!. Mas voltando...até julho desse ano meu colo, meu afago, meu carinho e meu amor eram exclusivamente do Enzo. E como eu o amo. Enzo foi uma criança muito desejada, tive dificuldade de engravidar e quando ele nasceu, nossa, o maior amor do mundo em mim começou. Como toda mãe diz, é um amor inexplicável. Então, antes da Bianca nascer eu tinha essa dúvida cruel: será que vou conseguir amá-la igual?? Será que vou conseguir dividir meu amor??

           E em agosto a Bianca veio, toda perfeitinha, toda bonitinha, minha princesa. Mas, apesar do mundo cor de rosa ser fascinante, eu ainda duvidava se seria igual. E ter um segundo filho é tão diferente. Primeiro que sua atenção não é exclusiva. Quando o Enzo nasceu, eu era só dele. Mas agora eu tive que dar atenção aos dois, junto com o nascimento do segundo filho vêm os ciúmes do primeiro. Não é fácil saber conduzir essa situação, imagina que eu era a mamãe só dele e de repente eu tenho mais um para dividir a atenção. Cheguei ao ponto de ter que tirar a Bianca do peito, pois ele chorava de ciúmes. Mas, como minha mãe diz: a natureza dá um jeito em tudo. Aos poucos ele está diminuindo o ciúmes e vai gostando da maninha. E com essa situação toda, às vezes, me sentia culpada por não estar a todo momento com a Bianca. Mas, no segundo filho é assim, por isso que a gente como mãe compensa de outras formas. Com ela estou sendo uma mãe mais tranquila, com mais experiência, sofro menos, tenho menos dúvidas e com isso passo para ela um amor mais calmo e mais maduro.

        E nesses 3 meses de experiência,  o que aprendi é que amor de mãe é igual a todo filho. Na verdade você aprende não a dividir o amor e sim a multiplicar. Cada filho tem sua ligação com a mãe. O Enzo  é meu furacão, é meu cúmplice. E com a  Bianca estou cada vez mais íntima, ela é mais calma, já entendo todos seus desejos e manhas. E a cada sorriso eu me derreto mais. Cada filho tem seu jeito e eu só tenho a agradecer. 

         Amor de mãe ninguém mede, ninguém explica, não tem tamanho e nem cor. É eterno, é exagerado, é protetor, é sábio e é igual.


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